terça-feira, 28 de setembro de 2010

a segunda viagem de avião


Você viajou num destes, Lê

O quarto do hotel ficou mais silencioso e menos bagunçado... Você já voltou para o Recife, amor, depois de quase duas semanas de piscina, parquinho e Clubinho do Jacaré. E foi de avião, pra ser mais rápido e não precisar enfrentar quatro horas de estrada - o papai ainda tá meio ressabiado com aquele acidente que aconteceu pouco tempo atrás. 

25 minutos de passeio entre as nuves, pertinho dos pássaros e de uma dimensão que nos coloca em contato consigo mesmos. Você, o papai e Nenê. É... mas parece que o saldo não foi muito positivo, não. A primeira coisa que você falou ao chegar ao saguão do aeroporto da nossa cidade:

- Papai, não foi uma experiência divertida.

Tadinha de você, filha. O papai me contou que o seu coração batia mais acelerado do que  britadeira em funcionamento. A decolagem e a aterrissagem foram batizadas com gritos iguaizinhos aos dados por adolescentes em montanhas-russas de parques temáticos. O pior é que você tinha que ficar no seu assento, com o cinto afivelado. Ainda bem que foi rápido, mas pra você, amôre, deve ter sido uma eternidade, como foi pra mim quando viajei pela primeira vez de avião. Pra ver minha madrinha Didida, em Belém do Pará.

Lembro que era noite, e pela janelinha só via a escuridão de um céu limpo e iluminado apenas pelas luzes daquela aeronave. Estava frio lá dentro e eu usava um casaquinho e calça comprida. Na hora do lanche, derramei suco de laranja e me molhei toda. Lembro de tudo isso, mas não de sentir medo. Quem estava ao meu lado era a vovó. Só nós duas. Eu acho. 

A sua primeira viagem de avião foi pra Curitiba, no Paraná,  quando você tinha um ano e meio - ou um pouco mais. A gente foi ver o espetáculo do Cirque du Soleil. Eu, você, o papai e Nenê. Por ser muito pequenina e não saber exatamente o significado daquilo tudo, a viagem correu de forma calma e sem atropelos - a não ser pelo fato de que você queria mamar o tempo inteiro. A volta é que foi um pouco pior, muito por conta de uma virose chata e incoveniente que tomou conta do seu corpinho a partir do primeiro dia no sul do país. 

Precisamente, temos pela frente cinco meses até a próxima aventura. Sete horas mais longa do que os 25 minutos Maceió-Recife. Desta vez, eu, você e o papai. E DVD's, revistinhas de colorir, pirulitos e Toddynho, quebra-cabeças e tudo o mais que puder te ajudar a voar rumo à Disney com o coração sossegado e feliz. Não precisa ter medo. Primeiro porque estaremos juntos. Depois porque o avião é mais seguro do que todos os outros meios de transporte. E nada de ruim vai te acontecer. Pode crer. 

7 comentários:

  1. Mas são lindos esses posts contando as aventuras de Helena... rsrs
    Ei bonita! Vamos dar sinal de vida, né? Soube que você saiu lá da rádio, espero que estejas muuuito bem e muuuito feliz!! E me segue no tuíter, né? @dreycka - de vez enquando te mando recadinhos mas vc nem vê :(

    Xero!!!!

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  2. A minha primeira viagem de avião eu fiz sozinha, tinha uns seis anos... Tinha ido a Petrolina visitar os meus avós paternos. Todos ansiosos para saber o que eu tinha achado da viagem, das nuvens, da cabine do piloto, mas quando eu desci do avião, só falava que Lobão estava no meu avião, que ele tinha apertado a minha mão e dito que eu era uma menina muito bonita! Eu já era fã dele na época e continuo assim até hoje. Lembro que eu só falava das nuvens, das cidades pequenininhas se me perguntassem especificamente, caso contrário, falaria de Lobão! hehehehe

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  3. Hahahahahahaha! Essa foi boa, Anita! Que máximo, viajar de avião sozinha aos seis anos. Eu sempre achei coisa de crianças emancipadas. :)

    Dreyckinha do meu coração: arrasada porque não vi as mensagens... e feliz da vida de ter ver aqui pela primeira vez! Volta sempre, darling!

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  4. tadinha, e o cuidado dela de não dizer que simplesmente "não gostou" foi ótimo heheheh

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  5. Pois é, tia Ana. A saída vai ser viajar mais vezes pra ver se ela se acostuma. O papai e a mamãe é que vão achar

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  6. Ô minha pequena vc nem me falou... mas nossa Lele vai superar tudo isso logo, logo,ela é muito segura e saberá lidar com todas as dificuldades.Mas que eu fiquei com peninha,ah que fiquei..

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  7. Que peninha, imagino aexpressão dela nesse avião! Mas não demorará e ela passeará feliz da vida e recordando esse dia num avião rumo as princesas!

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