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| Conjugue sempre este verbo, querida: unir |
Achei que o papai só fosse chegar de Maceió no final da tarde. Mas que surpresa abrir a porta do nosso lar e encontrar, além daquela turma linda almoçando, o nosso rei sentado junto da janela, olhando pra mim com cara de arteiro. Ele tinha falado comigo ao telefone cinco minutos antes dizendo que me ligaria em breve pra passar o número do voo. Danado.
Você estava tão feliz. Correu, toda mignon, de calcinha amarela e fivelinha no cabelo, em minha direção. O seu sorriso de sol chegou antes dos seus braços. Existe coisa melhor? Fluidos de alegria cobrindo a casa?
Juventude. Frescor. Vida. O importante. O fundamental. Vozes. Risadas. Unidade.
O pano de fundo da festa? "Superfantástico", do Balão Mágico, que você queria muito mostrar para as meninas. Fofas e delicadas, elas acharam uma graça.
| A Turma do Balão Mágico foi também "do meu tempo", amor |
Juntas, vocês colaram as figurinhas novas no álbum do Toy Story. Mais adiante, enquanto elas tomavam banho, a gente organizou todas as minhas maquiagens no balcão do meu banheiro para elas se produzirem para ir ao cinema. Curiosa, você tocou o pó compacto e levou o dedinho à boca. Fez um careta e deu uma risadinha.
- Helena, você vai querer que cor de batom?, perguntou uma das garotas.
E você:
- Eu não posso, meninas. Eu sou criança.
Um coro de "AAAiii, que fofa" chegou até o seu quarto, onde eu estava conversando com a tia Rosana. Demos um sorriso.
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| Maquiagem não é mesmo para criança, meu bem |
Eram quase 16h30 quando eu chamei o táxi para levar a turma para o cinema, pois é claro que não ia caber tanta gente só no carro com tia Rosana. E adivinha a que filme elas iam assistir?
Meu malvado favorito.
- Não acredito, meninas, eu já vi! Mamãe, eu quero ir de novo.
E foi, toda cúmplice, toda feliz, toda Helena.
"Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós" (Clarice Lispector)


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