sábado, 21 de agosto de 2010

o que vale na vida

Vivemos uma tarde linda ontem. Comemoração de mais um aniversário de Juju. 13 anos. Ela e mais seis amigas lá em casa para um almoço gostoso feito com carinho pelo tio Lúcio. Tia Rosana estava por lá, cuidando de viver a alegria da filha e organizar as coisas com a ajuda de Nenê. Foi dia de faxina. Nicole deve ter ficado bem aperreada com toda aquela garotada, coitada. Mas entendeu muito bem quando eu disse que aquela festinha era também para cada adolescente que já fomos um dia e guardamos dentro da gente.

Conjugue sempre este verbo, querida: unir

Achei que o papai só fosse chegar de Maceió no final da tarde. Mas que surpresa abrir a porta do nosso lar e encontrar, além daquela turma linda almoçando, o nosso rei sentado junto da janela, olhando pra mim com cara de arteiro. Ele tinha falado comigo ao telefone cinco minutos antes dizendo que me ligaria em breve pra passar o número do voo. Danado.

Você estava tão feliz. Correu, toda mignon, de calcinha amarela e fivelinha no cabelo, em minha direção. O seu sorriso de sol chegou antes dos seus braços. Existe coisa melhor? Fluidos de alegria cobrindo a casa?

Juventude. Frescor. Vida. O importante. O fundamental. Vozes. Risadas. Unidade.

O pano de fundo da festa? "Superfantástico", do Balão Mágico, que você queria muito mostrar para as meninas. Fofas e delicadas, elas acharam uma graça.


A Turma do Balão Mágico
foi também "do meu tempo", amor

Juntas, vocês colaram as figurinhas novas no álbum do Toy Story. Mais adiante, enquanto elas tomavam banho, a gente organizou todas as minhas maquiagens no balcão do meu banheiro para elas se produzirem para ir ao cinema. Curiosa, você tocou o pó compacto e levou o dedinho à boca. Fez um careta e deu uma risadinha.

- Helena, você vai querer que cor de batom?, perguntou uma das garotas.

E você:

- Eu não posso, meninas. Eu sou criança.

Um coro de "AAAiii, que fofa" chegou até o seu quarto, onde eu estava conversando com a tia Rosana. Demos um sorriso.


Maquiagem não é mesmo
para criança, meu bem

Eram quase 16h30 quando eu chamei o táxi para levar a turma para o cinema, pois é claro que não ia caber tanta gente só no carro com tia Rosana. E adivinha a que filme elas iam assistir?

Meu malvado favorito.

- Não acredito, meninas, eu já vi! Mamãe, eu quero ir de novo.

E foi, toda cúmplice, toda feliz, toda Helena.


"Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós" (Clarice Lispector)

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