quinta-feira, 12 de agosto de 2010

meu malvado favorito

Olha o Gru aí

O nome dele é Gru. Careca, quase sem pescoço, pernas fininhas, nariz comprido e pontudo, roupas sempre pretas. É um homem à primeira vista bem malvado. Não gosta de crianças, não respeita as pessoas, não ganha dinheiro trabalhando, mas roubando as coisas mais malucas. A última esquisitice que Gru põe na cabeça é o roubo da Lua. Junto com seu exército de amarelinhos, ele monta um super esquema para conseguir realizar o plano. O problema é que Gru dá de cara com Vector, um jovenzinho com cara de bobão - mas muito esperto - e com os mesmos planos que ele.



Vector é o verdadeiro vilão da história


Vector adora os biscoitos vendidos por um trio de meninas muito fofas de um orfanato dirigido por uma senhora que mais parece uma bruxa de tão ruim. Pra entrar na casa de Vector e conseguir o super redutor de objetos que lá está, Gru acaba adotando as menininhas Agnes, Edith e Margô. Com o equipamento maluco, Gru pretende encolher a Lua e vendê-la ao maior banqueiro – e pilantra – da cidade.


Margô, Agnes e Edith
Gru só não esperava aprender a amar. Justo ele, que teve uma mãe fria e insensível, incapaz de lhe dar um pouco de carinho. As super fofas transformam a casa de Gru. Levam alegria, bagunça, cor. Sentimento. O coração do vilão vai sendo preenchido por afeto e ele começa a mudar sem nem perceber. No final, Gru entende que o que mais vale na vida não tem nada a ver com dinheiro ou conquistas. Mas com algo muito mais simples. E a vida ganha outra dimensão.


O filme é uma lição de afeto
Você adorou o filme, minha filha. Fomos só nós duas, bem no meio da semana, porque o papai está viajando, numa reunião de trabalho em São Paulo. O cinema estava quase vazio. Antes, a gente passou na lojinha de guloseimas. Você logo correu para pegar as moedas de chocolate parecidas com as de verdade por causa da embalagem dourada. Eu preferi as jujubas com aquele açúcar azedinho. Um pacotão de pipoca completou nossa alegria. Foi uma sessão em 3-D, que ainda é novidade atualmente. Eu adoro, mas você sempre prefere ficar sem os óculos porque eles são muito grandes. Tudo bem. Não tem problema.

Mas deixa eu te contar a melhor parte do filme, Lê.

Sabe qual foi?

Foi quando você pediu para ir pro meu colo, tirou a sapatilha e se enroscou entre os meus braços, quase como um emboá – aquelas minhoquinhas marrom que aparecem sempre que chove e se encolhem quando são tocadas e se sentem ameaçadas. O tempo passou que eu nem senti.

- Mamãe, já acabou.

- O quê, filha?

- O filme, mãe. Pode me soltar.

Eu já te disse que ser sua mãe é bom demais, sua cabrita? É bom DEMAIS.

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