sábado, 28 de agosto de 2010

Capiba

O Mestre
Você já conhece a arte de Romero Brito. Inspirada nele, produziu na escola um porta treco todo colorido, decorado com uma borboleta que ganhou vida a partir de suas mãos. Conheceu a escrita de Ana Maria Machado. Durante uma semana, descortinou junto com a turminha da Vila a obra dela, especialmente Menina bonita do laço de fita. História sobre uma negrinha linda que encanta um coelhinho branco por sua cor de chocolate. Visitou a Oficina Cerâmica Francisco Brennand depois de uma série de vivências que colocaram você no universo de um dos artistas brasileiros mais reconhecidos em todo o mundo. Semana passada, aprendeu sobre o nosso estado, Pernambuco. Foi apresentada à nossa bandeira. Entendeu o significado de cada símbolo inscrito nela. Chegou em casa cantando "salve, ó terra, dos altos coqueiros/de beleza, soberbo estendal/nova Roma de bravos guerreiros/Pernambuco imortal, imortal". Agora, vai mergulhar na história de um músico e compositor pernambucano - ele escrevia músicas fantásticas, filha - de sensibilidade e paixão extrema por nossa terra. O nome dele é Lourenço da Fonseca Barbosa, mas todo o mundo o chama de Capiba. Querida, todo o mundo reverencia a obra dele. A gente faz isso quando alguém é rei em alguma coisa. E ele é o Rei do Frevo.


Obra de Mônica Fuchshuber

Capiba morreu no ano em que a mamãe começava a estudar para ser jornalista. Tinha 93 anos, os cabelos bem branquinhos e usava um óculos grosso que a gente chama de fundo de garrafa. Tinha cara de vovô bonzinho, sabe? Pois ele nos deixou de herença mais de 400 músicas, entre elas De chapéu-de-sol aberto. Música linda que vamos ouvir e cantar juntas muitas vezes nesta vida:


De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, eu vou
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender
(deixa o barco correr)
Espero um ano inteiro
Até ver chegar fevereiro
Pra ouvir o clarim clarinar
E a alegria chegar
Essa alegria que em mim
Parece que não terá fim
Mas, se um dia o frevo acabar
Juro que eu vou chorar.

Um comentário:

  1. Viviane,
    esse texto lembrou minha infância.
    Menina bonita do laço de fita era um dos textos que mais eu lia na escola.Lembro como se fosse hoje da ilustração.Através de Helena vivi um pouco de mim.Que ótimo!!!
    beijos Querida...
    Sim...obrigada .pelo comentário no meu blog.
    até mais...

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