sexta-feira, 2 de julho de 2010

solidariedade


Nem tudo são flores, filha. Quando coisas ruins acontecem nesta vida linda, a gente tende a falar assim, sabe? Há pouco tempo, uma tragédia natural atingiu milhares de pessoas no nosso estado. Um temporal incrível caiu dos céus durante alguns poucos dias do mês de junho passado. Foi muita chuva - o dobro do que os especialistas esperavam para todo o mês de São João. A quantidade grande de água aterrorizou moradores de áreas de risco - aquelas pessoas mais necessitadas que vivem em morros e em palafitas (casas "suspensas" construídas quase dentro de rios e mares). Foi tanta chuva que teve barreira deslizando, casas sendo destruídas e rios transbordando. De cortar o coração. Mais de 80 mil pessoas acabaram ficando sem ter onde morar ou com seus lares danificados. Algumas cidades, como Palmares, Barreiros e Água Preta, na Zona da Mata de Pernambuco, ficaram submersas (debaixo d'água). Pelo menos 20 pessoas se foram em todo o nosso estado. Era o começo da dor, do sofrimento e do desespero para um número enorme de famílias, que agora estavam sem casa, sem ter o que comer ou beber, sem apoio.

Mas do caos nasceram estrelas.

Solidariedade. Palavra mágica, meu bem. Significa olhar para o próximo, fazer algo por ele, em nome de um mundo mais justo, mais lindo, mais digno.

Gente de todos os lugares se compadeceu com o drama enfrentado pelos amigos pernambucanos. Então, a sociedade toda se mobilizou para ajudar de várias formas. Alguns se juntaram para fazer doação de alimentos, água, roupa, produtos de higiene e colchões. Outras pessoas se cadastraram como voluntárias para ajudar às vítimas das enchentes. Outras fizeram a sua parte com poderosas palavras de carinho e atenção. Sabe por que, filha? Porque somos todos irmãos. E estamos juntos nesta vida. Nenhum homem é uma ilha. Carrega isto contigo. Você vai ver: seu mundo - e tudo ao ser redor - vai se transformar. Te amo.

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