sexta-feira, 3 de abril de 2009

brinquedos de infância


Charlie e Lola dormem e acordam com Helena. No meio deles, tem esse sapo que a gente trouxe de São Paulo pra ela. Ele balança a cabeça quando exposto à luz do sol. Charlie e Lola também vieram de São Paulo. Eduardo pirou quando viu numa loja de brinquedos. Era lançamento. Ainda não tinham chegado às lojas do Recife. Só que é preciso confessar: quem mais curte esses dois sou eu (rs).


Todo mundo gosta desse papagaio. Helena ganhou no aniversário de dois anos dela. A mãe da Ana, Antoniêta, quem deu. O papagaio tem um gravador dentro dele que repete o que a gente fala. E Helena a-do-ra. Eu também.

abc


Cheguei em casa ontem um pouco mais cedo do que de costume, mas Edu já tinha saído para a faculdade. Ele está perto de terminar o MBA dele em marketing.

Primeira coisa que tenho feito assim que piso no meu doce lar é correr para o banheiro. Eu não tenho tido tempo de fazer xixi em outra hora.

Helena já entendeu isso e aceita, a bela.

A segunda coisa que faço, tendo ou não feito xixi, é lavar as mãos. Hábito da mãe de primeira viagem que lavava as mãos para qualquer coisa quando tinha em casa ainda aquela bebezinha - hoje uma garota levada e linda.

Depois disso, me sinto à vontade para mergulhar no sofá com a filhota e conversar e conversar e conversar. Pergunto como foi o dia dela, quem ela encontrou no P1, o que lanchou e por aí vai.
Perguntei também se Edu já tinha saído pra faculdade. E ela, bem certa do que falava, e levantando as mãozinhas no gesto típico de quando quer explicar alguma coisa, respondeu:

- Saiu sim, mamãe. Foi aprender o abc.

nova brasil


A música exerce mesmo um poder inquestionável sobre as pessoas. E não importa a idade. Foi num destes domingos de março. Depois de fazer um lanche na feirinha de Boa Viagem, eu e Helena pegamos uma carona com Rosana, Lúcio e os meninos. Entramos, no Fiat Uno deles, nos acomodamos e, poucos segundos depois, Helena perguntou:

- Tia Rosana, pode ligar o rádio?

E Rosana respondeu que infelizmente o carro da tia não tinha som, não tinha rádio. E Helena, no auge de seus dois anos, um pingo de gente, insistiu:

- Liga, tia Rosana, na Nova Brasil, por favor.

Gargalhada geral, claro, né?

Mas sabe que foi bom não ter som naquela hora? Porque em seguida organizamos um coro e fomos pra casa cantando canções que não tocariam em nenhuma rádio.

"A barata diz que tem sete saias de filó/é mentira da barata/ela tem é uma só/rárárá/róróró/ela tem é uma só/rárárá/róróró/ela tem é uma só"