segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

ele é incrível

Foi um bom dia de trabalho. Mais um dia feliz. Olha que bom. Só faltava mesmo ele para deixar tudo mais legal.

Fim de tarde e resolvo dar uma ligada, só para ouvir a voz, sentir ele mais perto de mim. Durou só um minuto. Desligou rápido depois que eu perguntei onde ele estava.

- No supermercado. Péra que daqui a pouco eu ligo.

E não ligou. Sei não, mas ficou aquela sensação de "ele está aprontando alguma". E estava mesmo.

Cheguei em casa quase oito da noite. Como de costume, assoviei bem alto para ouvir em seguida o grito da Lelêca:

- Mamãe!

Acocoro junto à porta. Ao abrir, dou de cara com a figurinha: calcinha de moranguinhos, cabelos cacheados divididos ao meio e presos com tic tac e uma bolacha na mão.

- Boiacha!

- Que delícia essa bolacha, filha!

- Papai!

E apontou para a mesa.

Foram os melhores segundos do dia. Ver o meu Edu ali, acocorado atrás da cadeira tentando se esconder e sendo entregue pela sinceridade da nossa pequena. De mãos dadas comigo e a me puxar na direção dele, só sossegou quando viu a gente se beijando e se abraçando.

- Papai... Mamãe....

Edu é perito nisso. Em encantar. Mesmo depois de oito anos, ainda vejo nele aquele menino lindo de coração apaixonante e dedicado. Não agüentou de saudade. Veio para passar menos de 24h. Pouco tempo, é verdade, mas foram horas muito deliciosas. Vê-lo ali brincando com a bebê - os olhos tilintando - e depois tê-lo comigo por horas preciosas - e incríveis - foi tudo.

Não tenho medo do amor. Nem ele. Ainda bem.

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